História

Associação Beneficente Escandinava Nordlyset celebrou o seu 124° aniversário este ano. Ao longo de todo este tempo, a Associação tem desempenhado um papel muito importante na vida da maioria dos escandinavos radicados em São Paulo.

A Fundação do Clube Escandinavo

Primeira fase (1891-1923)
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O que se observa nos registros da presença escandinava no Brasil, desde seus primórdios, nos tempos do Império, é a preferência por radicar-se em São Paulo — tendência que se acentua a partir de 1870, quando a imigração europeia começa a ser mais intensa. Em São Paulo, os escandinavos, como os ingleses, escolheriam para morar e trabalhar, o Jardim da Luz e imediações. No dia 4 de junho de 1891, houve a primeira assembleia geral para fundar a sociedade escandinava. Em 1915 se mostrou pela primeira vez a bandeira da Nordlyset.

A Segunda Fase do Clube

(1923-1945)
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Apesar de todas essas situações difíceis e penosas, a Sociedade Escandinava atravessou seus melhores períodos justamente em pouco mais de vinte anos, entre 1923 e 1946, quando passou por importantes transformações em sua estrutura. Começava a mudar também o perfil das diretorias. Até então os cargos diretivos haviam sido ocupados por imigrantes escandinavos de origem mais humilde, especialmente artesãos e comerciantes. Em seu lugar, entraram seus descendentes, em muitos casos executivos de empresas internacionais, profissionais preparados para cuidar das finanças da Sociedade e de outros aspectos administrativos importantes. E dessa época, 1923, o início do revezamento, na diretoria, de dinamarqueses, noruegueses e suecos.

A Terceira Fase do Clube

(1946-1990)
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O fim da Segunda Guerra foi recebido com grande alívio e alegria no mundo, e os fluídos positivos da paz chegaram logo ao Brasil. A Nordlyset organizou uma Festa da Vitória e a renda foi dividida entre a Cruz Vermelha da Dinamarca e a da Noruega.

Em 1953, o Clube tinha 384 sócios, 65 dos quais brasileiros, 15 casados com escandinavas. As sócias do Clube, contudo, se mostravam descontentes por não participar dos almoços executivos na sede. A diretoria analisou a queixa e concluiu pela manutenção do sistema — os almoços eram de negócios e não havia lugar para mulheres.

Os anos 60 seriam de grande impulso para a Sociedade, que se concentraria em três iniciativas prioritárias: a construção da Igreja Luterana de São Paulo, a experiência do restaurante Os Vikings e a mudança da sede social do centro da cidade para a região Sul.

Em 1966 a Nordlyset conseguiu uma entrevista com o ministro da Fazenda brasileiro, que aceitou a ideia da Feira Escandinava e providenciou a necessária autorização do Itamaraty à isenção tributária da importação de produtos escandinavos.

Em 1979 foi tomada a decisão de se comprar uma sede definitiva para abrigar o restaurante escandinavo, as noites de bridge as festas típicas das cinco nações e outras atividades. O novo endereço da Nordlyset passou a ser na casa da rua Morais Barros, 1009, no bairro de Campo Belo.

Outra aspiração antiga da comunidade, um centro de atividades escandinavas, começaria a ganhar corpo nos anos 80. As colônias queriam dispor de um espaço de lazer além do clube de campo, cuja distância da cidade impedia seu uso diário, principalmente para as crianças. Dessa necessidade surgiu a Scandinavium, que funciona no terreno da igreja, na rua Job Lane, junto à Escola Escandinava.

Outra das grandes preocupações da Sociedade sempre foi o bom funcionamento da Feira Escandinava. Já no final dos anos 60 teve-se a ideia de reunir as senhoras em um mesmo evento, os tradicionais bazares da Igreja, do Clube e do "Círculo Salvai as Crianças". A feira tornou-se o maior evento de confraternização nórdica na América Latina.

A Quarta Fase até Hoje

(1991-hoje)
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1991 foi um grande ano para o Clube Escandinavo, no qual celebramos seus 100 anos, com muitos eventos culturais em São Paulo – ao todo, foram 22 eventos escandinavos:

Suécia

Exposição Orrefors e exposição do fotógrafo Lennart Nilsson

Noruega

Exposição Edvard Munch (400.000 visitantes)

Dinamarca

Exposições de Hans Christian Andersen, Design dinamarquês, Arte Contemporânea Dinamarquesa, assim como a primeira exposição de Albert Eckhout e apresentações do Balé Real da Dinamarca

Finlândia

Quarteto Sibelius e exposição de arte de Soile Yli-Mäyry.

Os eventos culturais escandinavos foram os maiores eventos internacionais já realizados em São Paulo em 1991/1992. A revista Vogue publicou matéria especial sobre esses eventos e uma resenha sobre cada um dos países escandinavos.

A Vogue gerou um enorme prestígio e reconhecimento do Clube Escandinavo em São Paulo

Deve ser lembrado que o Príncipe Joachim da Dinamarca celebrou os 100 anos do Clube Escandinavo com uma noite de gala e com a abertura da exposição nórdica Blue Transparency” no MASP.

 Desde então, o Clube Escandinavo têm sido muito ativo em aspectos culturais e sociais da comunidade, e se tornou um centro para todos os países nórdicos. Entre suas principais atividades está a Feira Escandinava, realizada já há mais de 50 anos no Clube Pinheiros, sempre com fantástico sucesso e com um público entre 10.000 e 15.000 pessoas, angariando fundos para 20 associações beneficentes responsáveis pelos cuidados de 8.000 crianças carentes em São Paulo. A Feira Escandinava é tida como a mais importante do gênero na cidade.

Em 2016, celebraremos os 125 anos da Associação Beneficente Escandinava Nordlyset, um dos clubes mais antigos do Brasil e, provavelmente, o Clube Escandinavo mais antigo do mundo. No dia 29 de julho, realizaremos uma noite de gala com o Príncipe Joachim, a Princesa Marie e 400 escandinavos.

Na mesma ocasião, O Coral Nacional de Meninas da Dinamarca fará um apresentação, e honraremos vários dinamarqueses que fizeram contribuições significativas à comunidade escandinava ao longo de todas essas décadas.

O Clube Escandinavo está vivo, ativo e feliz. Uma importante reforma foi feita no Clube, assim como uma total revisão do restaurante escandinavo “Svanen”, que continuará a servir a gastronomia tradicional escandinava por muitos e muitos anos.

Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para agradecer o apoio, contribuições e ajuda das autoridades brasileiras, embaixadores e cônsules gerais e apoiadores da comunidade escandinava.

Estamos todos otimistas a respeito do futuro e do valor do Clube Escandinavo e de suas atividades na cidade de São Paulo.

Vida longa às tradições escandinavas, valores e cultura e, para não esquecer, todos adoramos nossa culinária escandinava e um akvavit gelado. Podemos apenas dizer obrigado, e Skal.